Dudu

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Reconhecida internacionalmente por traduzir os desejos dos pequenos, sem deixar de lado os pilares Saúde e Conforto, a Kidy apresenta para a Primavera-Verão 2018 uma campanha cheia de estilo, estrelada pela atriz mirim Valenthina Rodarte. It-girl da marca nesta temporada, a atriz da novela Carinha de Anjo (SBT) protagoniza a produção que tem como plano de fundo uma charmosa hamburgueria retrô, recheada com as novidades da marca para a estação quente.

Localizada em Ribeirão Preto/SP, a hamburgueria Johnny Rockets, com todo seu charme, foi palco para o editorial Sweet Food, que ilustrou um divertido encontro entre a atriz mirim e outros pequenos fashionistas. Reunida em nome da amizade para trocar confidências e dicas de moda, a turma apreciou o encontro acompanhada de muitas guloseimas e, claro, das principais criações da Kidy para o Verão 2018. Alegria, estilo e diversão em dose máxima!

 
13 Oct 2017

 

 O pink domina o universo feminino, impondo feminilidade, sensibilidade e uma elegância única. Após marcar presença em desfiles internacionais e ser a cor em que as consagradas grifes apostaram em suas coleções, o rosa se tornou o queridinho das fashionistas, conquistando roupas e calçados. A Piccadilly, que sempre está atenta às novidades da moda, não fica de fora e apresenta calçados que levam o rosa com muita personalidade para o dia a dia de suas consumidoras.Para a Primavera Verão 2017/18, a Piccadilly apresenta o pink com uma proposta atualizada. Sandálias e mules se destacam com a cor, prometendo criar looks incríveis para a temporada quente. A cor contracena com design diferenciados de calçados e com o metalizado, que remete à ousadia. O escarpim é uma boa pedida para subir um tom das combinações monocromáticas, exercendo função de ponto de luz na produção. Vale a aposta!

 

 

Sempre antenada às principais tendências de moda, a Loucos & Santos apresenta sapatos, bolsas e acessórios para mulheres de espírito jovem e de vanguarda. O novo espaço de moda está instalado no Aurora Shopping em Londrina/PR e será comandada pelos irmãos empresários Márcia e Cláudio Majowski.

Um badalado coquetel marcou a chegada da marca à cidade na noite de sexta-feira, 6. Digital influencers, formadores de opinião e convidados foram conhecer a nova loja e a Coleção Summer Sensations, Primavera-Verão 2018, que traz mix de produtos que destacam a feminilidade, o movimento e a atitude marcante. São criações que mesclam as grandes tendências da cena fashion com itens atemporais e indispensáveis no closet feminino. 

No estilo trendy e funny, características presentes na essência da Loucos & Santos, a coleção expressa a energia vibrante do verão em suas criações. Nos modelos e nas cores, a brincadeira fashion tem ares de nostalgia vindos diretamente dos anos 90, uma das macrotendências da estação. Saltos e meias-pata altíssimos, e cepas e plataformas, vêm repaginando a moda, em contraponto aos tênis e sapatilhas que permanecem em alta. 

Nos modelos, a moda aponta para uma temporada com calcanhares à mostra, o que coloca tamancos e mules em evidência. Nesta vibe, o Chanel, ícone eternizado de produções clássicas, ganha ares fashionistas para produções mais contemporâneas. 

Já nas cores, o duo clássico da moda – preto e branco – aparece em diversas propostas, e as vibrantes como o amarelo girassol e o pink tem destaque nas criações. O brilho vem no glitter, nos metalizados e no verniz. Nas estampas, combinação delicada e ao mesmo tempo marcante de candy colors, prints florais e geométricas, além de poá e xadrez Vichy.

Fonte: Loucos & Santos/Primeira Página

 

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS) promove, com o apoio de entidades ligadas à cadeia coureiro-calçadista, o Seminário de Crédito e Sessão de Negócios. O evento acontece a partir das 17h do próximo dia 18 de outubro, no auditório 2 da Fenac, em Novo Hamburgo/RS. 

Na programação está a apresentação do Programa Badesul Pequenas Empresas, a apresentação da sociedade de garantia de crédito GarantiSerra, tempo para perguntas e a Sessão de Negócios. “A sessão de negócios será o espaço para o empresário que deseja comprar maquinários, utilizando o financiamento, além de poder conversar diretamente com o Badesul sobre as linhas de crédito para reformas e construção”, explica Carolina Strack Rostirolla, da Gerência Regional Sinos Cai e Paranhana do Sebrae/RS. 

Segundo Carolina, na oportunidade, o Badesul apresentará um programa específico de financiamento para a cadeia coureiro-calçadista, “É uma oportunidade para as micro e pequenas empresas modernizarem seu complexo fabril e ampliarem suas instalações com taxas e condições diferenciadas”, comenta a gestora. 

Além da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), apoiam o evento a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefato (IBTeC) e a ACI NH/EV/CB. Gratuito, o evento tem vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas no link: http://bit.ly/2hH3l5M

 

 Acontece do dia 28/09 ao dia 12/10 a Oficina Bambini, onde as mamães que forem com seus filhos na rede de lojas físicas Capodarte, terão tags de bolsas disponíveis para serem customizadas pelas crianças. Consulte as lojas participantes no SAC Capodarte.

 As linhas Capodarte Baby e Bambina são charmosas opções de presentes para agradar em cheio as pequenas e ainda fazer uma dupla de estilo com as mamães. Os modelos trazem o clássico matelassê da marca e, como tendências da estação, as inspirações navy e cetim.  

Capodarte Baby está disponível do tamanho 17 ao 24 e a Bambina do 24 ao 32.

As linhas podem ser encontradas nas lojas Capodarte de todo o país, com preço médio de R$220,00 para a Baby e R$340,00 para a Bambina e na loja online www.capodarte.com.br

10 Oct 2017

 

Desde que a JAB Luxury, divisão de luxo do grupo alemão JAB Holdings, vendeu a Jimmy Choo ao americano Michael Kors, os olhos da empresa estão sobre sua outra marca de calçados: a suíça Bally, que foi colocada à venda em abril por quase 600 milhões de euros.

De acordo com várias fontes próximas ao dossiê citado pela Bloomberg, as candidatas estão se multiplicando principalmente na Ásia, onde a Bally é muito apreciada; e em especial na China, onde, em junho, a marca suíça contratou pela primeira vez uma porta-voz expressamente para o mercado Ásia-Pacífico, a atriz Tang Yan. 

E dentre os candidatos à compra estão dois nomes chineses muito importantes. O primeiro é o conglomerado internacional Fosun, liderado pelo bilionário Guo Guangchang e já ativo na moda; e o segundo é ninguém menos que a gigante chinesa Fujian Septwolves Industry, fundada em 1990 por Zhou Shao Xiong. 

Até a japonesa Itochu Corporation está interessada na operação. Na sua divisão de vestuário, o gigante já possui marcas como Hunting World, LeSportsac e Mila Schön, entre outras, bem como 34% das fabricantes de jeans Paul Smith e Edwin.

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Para os calçados, o futuro é agora

 

 As entidades da cadeia coureiro-calçadista Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), realizaram a quinta edição do FF Exchange no último dia 3, na sede do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), em Novo Hamburgo/RS. A rodada de negócios, que nesta oportunidade envolveu 11 empresas âncoras e 16 fornecedores de web design, e-commerce e branding/comunicação digital, fez parte da Semana do Calçado, realizada entre 1º e 5 de outubro. 

A analista de Inovação da Abicalçados, Patrícia Ott, introduziu o evento ressaltando que a iniciativa, hoje sucesso no meio calçadista, faz parte do escopo do programa Future Footwear, lançado em agosto do ano passado. “O objetivo macro do programa é desenvolver uma nova indústria do setor coureiro-calçadista, por meio de novos modelos de negócios, novos processos e produtos inovadores, e a tecnologia tem relação com isso”, comentou.

Speed dating
As rodadas de negócios propostas pelo FF Exchange acontecem no modelo speed dating, pelo qual as empresas têm cinco minutos para apresentarem os seus serviços para os potenciais clientes. “É um modelo que deu certo, pois é dinâmico e cria um vínculo importante entre os players do setor”, acrescentou Patrícia. 

Para Bruna Stalla, coordenadora de Marketing Digital e E-commerce da Bischoff Group, o formato dinâmico da iniciativa otimiza, acima de tudo, o tempo para contato com diversos tipos de fornecedores de serviços. “Em menos de duas horas tivemos contato com 16 empresas. Quanto tempo eu levaria para fazer isso da forma convencional?”, questionou. Segundo Bruna, a Bischoff Group saiu com bons contatos, que devem se tornar negócios posteriores. “Estou aqui com três cartões, três empresas de mídia digital e produção de fotos e vídeos com as quais certamente teremos novos encontros para um relacionamento mais longo”, destacou. 

O gerente comercial da Máquinas Sazi, Edson Borsoi, que pela primeira vez participou da iniciativa, saiu satisfeito. “Estamos com planos de avançar na venda e marketing digital e estar aqui foi muito oportuno”, contou, ressaltando que a empresa ainda não conta com parceiros na área e que, certamente, fechará parcerias por meio do evento. Segundo Borsoi, a expectativa da Sazi para o evento era tão grande que a empresa criou um sistema de pontuação para avaliar os fornecedores com os quais se relacionaram nas rodadas. “Quanto tempo demoraríamos para encontrar todos os prestadores de serviços que tivemos contato aqui? Tínhamos uma expectativa muito grande e gastamos 40 horas planejando essa participação, criando um sistema para avaliação”, disse o gerente, enquanto analisava e pontuava cartões a sua frente. 

Visão dos prestadores
Pela primeira vez participando da iniciativa, o diretor de Negócios da Agência Due, Thiago Costa, estava satisfeito. “A rodada nesse formato dinâmico e essa aproximação das agências com potenciais clientes é muito importante. Nós, do ramo da comunicação, muitas vezes temos dificuldades de acessar as empresas, falar com o mercado. O evento serviu, sobretudo, para pegar percepções e entender as demandas dos calçadistas”, avaliou Costa, ressaltando que o encontro foi uma “porta de entrada” para a atuação no segmento. 

Também pela primeira vez no FF Exchange, a agência Alright, destacou a participação de empresas fornecedoras de indústrias calçadistas. “As empresas produtoras de calçados, geralmente, já têm uma área de marketing digital mais estruturado. O que nos chamou a atenção foi o interesse dos fornecedores delas, do setor de máquinas e curtumes”, ressaltou a “Agente Secreta” da empresa, Jéssica Homem, acrescentando que a empresa já trabalha com plataformas digitais para algumas indústrias calçadistas.   

Participaram desta edição do FF Exchange as âncoras: Beira Rio, Bibi, Ramarim, Bischoff Group, Criativar Matrizaria, Máquinas Sazi, Curtume Minuano, BKS Máquinas, Stick Fran, Gelíssica e Morbach. As empresas fizeram contatos com: B. Pró Agência de Comunicação, Moovin Plataforma E-commerce, WPlay, Studio Coralli, Alright Media, DZ Estúdio, Agência 3G Planning, Checklist Fácil, Chairô Films, Cartola Conteúdo, WT Agência, Aunica, BRA Marketing Digital, Agência DUE, GH Branding e IBB.

 

As entidades da cadeia coureiro-calçadista Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), realizaram a quinta edição do FF Exchange no último dia 3, na sede do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), em Novo Hamburgo/RS. A rodada de negócios, que nesta oportunidade envolveu 11 empresas âncoras e 16 fornecedores de web design, e-commerce e branding/comunicação digital, fez parte da Semana do Calçado, realizada entre 1º e 5 de outubro. 

A analista de Inovação da Abicalçados, Patrícia Ott, introduziu o evento ressaltando que a iniciativa, hoje sucesso no meio calçadista, faz parte do escopo do programa Future Footwear, lançado em agosto do ano passado. “O objetivo macro do programa é desenvolver uma nova indústria do setor coureiro-calçadista, por meio de novos modelos de negócios, novos processos e produtos inovadores, e a tecnologia tem relação com isso”, comentou.

Speed dating
As rodadas de negócios propostas pelo FF Exchange acontecem no modelo speed dating, pelo qual as empresas têm cinco minutos para apresentarem os seus serviços para os potenciais clientes. “É um modelo que deu certo, pois é dinâmico e cria um vínculo importante entre os players do setor”, acrescentou Patrícia. 

Para Bruna Stalla, coordenadora de Marketing Digital e E-commerce da Bischoff Group, o formato dinâmico da iniciativa otimiza, acima de tudo, o tempo para contato com diversos tipos de fornecedores de serviços. “Em menos de duas horas tivemos contato com 16 empresas. Quanto tempo eu levaria para fazer isso da forma convencional?”, questionou. Segundo Bruna, a Bischoff Group saiu com bons contatos, que devem se tornar negócios posteriores. “Estou aqui com três cartões, três empresas de mídia digital e produção de fotos e vídeos com as quais certamente teremos novos encontros para um relacionamento mais longo”, destacou. 

O gerente comercial da Máquinas Sazi, Edson Borsoi, que pela primeira vez participou da iniciativa, saiu satisfeito. “Estamos com planos de avançar na venda e marketing digital e estar aqui foi muito oportuno”, contou, ressaltando que a empresa ainda não conta com parceiros na área e que, certamente, fechará parcerias por meio do evento. Segundo Borsoi, a expectativa da Sazi para o evento era tão grande que a empresa criou um sistema de pontuação para avaliar os fornecedores com os quais se relacionaram nas rodadas. “Quanto tempo demoraríamos para encontrar todos os prestadores de serviços que tivemos contato aqui? Tínhamos uma expectativa muito grande e gastamos 40 horas planejando essa participação, criando um sistema para avaliação”, disse o gerente, enquanto analisava e pontuava cartões a sua frente. 

Visão dos prestadores
Pela primeira vez participando da iniciativa, o diretor de Negócios da Agência Due, Thiago Costa, estava satisfeito. “A rodada nesse formato dinâmico e essa aproximação das agências com potenciais clientes é muito importante. Nós, do ramo da comunicação, muitas vezes temos dificuldades de acessar as empresas, falar com o mercado. O evento serviu, sobretudo, para pegar percepções e entender as demandas dos calçadistas”, avaliou Costa, ressaltando que o encontro foi uma “porta de entrada” para a atuação no segmento. 

Também pela primeira vez no FF Exchange, a agência Alright, destacou a participação de empresas fornecedoras de indústrias calçadistas. “As empresas produtoras de calçados, geralmente, já têm uma área de marketing digital mais estruturado. O que nos chamou a atenção foi o interesse dos fornecedores delas, do setor de máquinas e curtumes”, ressaltou a “Agente Secreta” da empresa, Jéssica Homem, acrescentando que a empresa já trabalha com plataformas digitais para algumas indústrias calçadistas.   

Participaram desta edição do FF Exchange as âncoras: Beira Rio, Bibi, Ramarim, Bischoff Group, Criativar Matrizaria, Máquinas Sazi, Curtume Minuano, BKS Máquinas, Stick Fran, Gelíssica e Morbach. As empresas fizeram contatos com: B. Pró Agência de Comunicação, Moovin Plataforma E-commerce, WPlay, Studio Coralli, Alright Media, DZ Estúdio, Agência 3G Planning, Checklist Fácil, Chairô Films, Cartola Conteúdo, WT Agência, Aunica, BRA Marketing Digital, Agência DUE, GH Branding e IBB.

 

O programa Future Footwear, uma realização conjunta entre os principais entidades da cadeia coureiro-calçadista brasileira (Abicalçados, de calçados; Assintecal, de componentes; Abrameq, de máquinas; e CICB, de couros), promoveu mais uma edição do FF Meeting na tarde de ontem (4). O encontro, que aconteceu na sede do Instituto Senai de Inovação e em Soluções Integradas em Metalmecânica, em São Leopoldo/RS, contou com uma palestra sobre a Indústria 4.0, proferida pela professora e pesquisa Cristina Orsolin.

Na oportunidade, a pesquisadora ressaltou a importância da união das entidades da cadeia coureiro-calçadista nacional para “solucionar o problema antes que ele aconteça”. Segundo ela, a Indústria 4.0 já é uma realidade no mundo mais desenvolvido e a adaptação é necessária como uma questão de sobrevivência competitiva. “Estamos passando de um período de troca da moda por demanda, massificada, para uma moda mais individualizada, por isso é importante que a indústria possa desenvolver produtos em lotes únicos, para atender nichos cada vez mais específicos”, comentou. O ponto-chave, segundo Cristina, é flexibilidade. “O objetivo principal da Indústria 4.0 é que possamos produzir lotes únicos ou até individualizados com os mesmos custos da moda massificada. Agora, como fazer isso?”, questionou. E respondeu: para a especialista é preciso  investimento em tecnologia, sobretudo em automação. 

Segundo ela, a Indústria 4.0, nos desdobramentos de robótica e automação, especialmente impressão 3D quando se fala no setor calçadista, já é uma realidade em países mais desenvolvidos. “A questão é que, como a evolução é exponencial, essa realidade não deve demorar muito para chegar no Brasil e a cadeia precisa estar preparada”, acrescentou. 

Pontos
Cristina destacou que os principais pontos do conceito aplicado da Indústria 4.0 são: as estruturas modulares, pelas quais o acoplamento seja simples e flexível, mas com grande coesão interna; os cyber physical systems, ou seja, a integração total do físico e digital; e a chamada Internet das Coisas (IoT), um meio de conectividade fundamental para o avanço da manufatura. A questão levantada é como inserir esses conceitos em uma indústria tradicional e que utiliza alto grau de mão de obra humana como a da cadeia coureiro-calçadista. O primeiro passo, segundo a pesquisadora, é a digitalização total, ou seja, colocar tudo o que é físico no digital e poder adaptar a qualquer momento o processo produtivo, também criando uma “transparência preditiva” aos problemas. “Aqui entra o grande papel do Analytics. Até hoje a indústria ou realizou manutenção preventiva ou fez manutenção de máquinas quando já estavam com problemas”. disse. O segundo ponto, é gerar uma cultura de adaptação, com auto-configuração auxiliada pelos processos de inteligência artificial. 

Tangível
Para fugir apenas da conceitualização, Cristina citou exemplos como o da Adidas, que na Alemanha já produz calçados com impressão 3D, inclusive com palmilhas especiais e customizadas de acordo com a necessidade de cada usuário. 

Para começar os trabalhos da aplicação dos conceitos da manufatura avançada na indústria brasileira de calçados, a pesquisadora aconselha, além da discussão sobre o tema, visando a criação de uma “cultura 4.0” no segmento, o desenvolvimento de fábricas modelos, para testes. “O laboratório é fundamental para evoluir no conceito e ter menos desperdícios de esforços e recursos”, concluiu Cristina.

Após a palestra, os participantes foram convidadas a uma visita guiada no Instituto Senai de Inovação e em Soluções Integradas. 

A Semana
A ação fez parte da programação da Semana do Calçado, criada no ano passado e que uniu as principais entidades setoriais da cadeia coureiro-calçadista – IBTeC, Abicalçados, Assintecal, Abrameq e CICB -, além das promotoras de feiras Couromoda e Fenac (Fimec 2018), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS). O objetivo é promover, anualmente,  uma semana de atividades de integração de todas as áreas do complexo. 

 

A doutora em economia aplicada Patrícia Palermo ressaltou, no evento Análise de Cenários, realizado ontem (3), no Locanda Hotel, em Novo Hamburgo/RS, que a economia brasileira dá sinais de melhoras, porém é preciso ficar atento ao ambiente político. O encontro, que contou com presença de empresários do setor coureiro-calçadista foi uma realização da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).

Segundo a economista, existiu um temor do mercado após a primeira denúncia contra o presidente Michel Temer, que foi desfeita assim que foi rejeitada no Congresso Nacional. “O governo se manteve, o câmbio voltou a cair e o mercado entendeu, não por gostar da pessoa do Michel Temer, mas que a agenda econômica proposta pelo governo é importante para que o país se desenvolva”, comentou. 

Patrícia ressaltou, ainda, que o crescimento frágil e lento, previsto no início do ano, mesmo abalado pela crise política, acabou se confirmando. “Sabíamos que o crescimento seria lento, especialmente porque o Brasil sempre teve crises de curta duração, mas a anterior foi prolongada por oito quedas trimestrais consecutivas, o que acabou atingindo empresas sólidas e retardando o período de recuperação da economia, especialmente pela desorganização interna e dificuldade para o acesso ao crédito”, destacou.

Economia em coma
Para Patrícia, a economia passou a de fato mostrar sinais de recuperação nos dois últimos trimestres, quando interrompeu as quedas consecutivas. “Crescemos 1% no primeiro e 0,2% no segundo trimestre. No primeiro momento, o aumento foi puxado sobretudo pela agricultura, já no segundo foi mais difundido, apontando para um ritmo real de retomada”, acrescentou. “Não é razoável que um paciente que ficou tanto tempo em coma saia correndo da cama. Ele vai cair”, brincou a economista, explicando a necessidade do crescimento gradual, sólido e consolidado.

Mercado de trabalho
Patrícia acrescentou que o mercado de trabalho, neste primeiro momento, tem reagido sobretudo no ramo informal, com mais trabalhadores sem carteira assinada ou autônomos ocupados. “As empresas ainda vão esperar um desfecho melhor dos fatos e a volta do crescimento para voltar a contratar como antes”, comentou, ressaltando que o país segue liquidando empregos, mas em ritmo muito menor do que nos anos de 2015 e 2016, quando foram incinerados 2,8 milhões de postos de trabalho. “Ainda existe uma ociosidade muito grande nas empresas. Não temos uma consolidação da recuperação econômica, mas existe, sim, um quadro de despiora do cenário”, frisou.

Consumo
Para a economista, um dos motores da recuperação gradual da economia nacional é o aumento do consumo das famílias, impulsionado pela liberação das contas inativas do FGTS, que injetou mais de R$ 40 bilhões no mercado, o acesso maior ao crédito e a retomada da confiança. “O consumo das famílias responde por mais de 60% do PIB brasileiro, então é um fato de extrema relevância”, destacou.

O chamado processo de desinflação da economia, notado nos últimos meses, também tem gerado ganhos reais para o consumidor. Patrícia exemplificou com seu próprio caso, que teve dissídio de 6% no início do ano, inflação acumulada dos 12 meses anteriores, e agora convive com uma inflação de 2,4%. “Essa margem foi ganho real, estimulou o consumo”, explicou.

A especialista acrescenta que o processo de desinflação também abriu espaço para a diminuição dos juros. “Devemos fechar 2017 com uma taxa SELIC entre 7,25% e 7%”, adiantou, acrescentando que em janeiro de 2015 a taxa era de 14,25%, o que inibia a tomada de crédito e, consequentemente, o desenvolvimento da economia.

Por fim, Patrícia citou o incremento econômico gerado pelo aumento das exportações ao longo de 2017. “O mundo está crescendo, não como no passado, mas está estimulando as exportações de um modo geral”, destacou. Para 2017, a média de crescimento do PIB mundial deve ser de 3,5%, passando para 3,6% em 2018.

E o Brasil?
Sobre o próximo ano brasileiro, Patrícia é otimista, apesar de prever “mais uma temporada de House of Cards”. Ela faz referência à série norte-americana que mostra a corrupção institucionalizada no seio do poder. Segundo ela, com a política não atrapalhando mais o andamento das reformas profundas relevantes para a retomada econômica, o país deve consolidar o crescimento ao longo de 2018. “A maior dúvida é focada na nossa própria trajetória. Temos uma agenda de reformas em andamento, que traz a PEC dos gastos, o novo marco regulatório do pré-sal, as concessões e privatizações, as parcerias com a iniciativa privada e a Reforma Trabalhista”, comentou. Por outro lado, a crise política, se agravada, pode trazer dificuldade em aprovações importantes, como a Reforma da Previdência e a Reforma Tributária, temas controversos e necessários, mas que em tempo de eleições podem ficar engavetados. “Sem uma Reforma da Previdência a PEC dos gastos, por exemplo, perde o sentido, pois não temos mais como conviver com o atual modelo de gastos previdenciários”, apontou Patrícia.

Com o cenário traçado, embora nebuloso, Patrícia projetou um crescimento de 2,3% no PIB já em 2018 e de 2,5% em 2019. Para o ano corrente, a previsão é mais modesta, mas não menos importante, de 0,7%. “Levando em consideração que perdermos 3,8%, em 2015, e 3,6%, em 2016, esse crescimento não aponta uma recuperação total, mas já é um ótimo sinal”, frisou. 

O próximo ano, segundo ela, deve ser de inflação controlada, na casa de 4%, uma SELIC estável na casa de 7% e um leve alívio fiscal ocasionado pela retomada no consumo.

Eleições
Talvez a grande pedra de toque de 2018 sejam as eleições. Segundo Patrícia, o Brasil passará por um pleito muito semelhante ao vivido em 1989, quando a corrida contou com 22 candidatos e foi extremamente polarizada. “Existem cenários possíveis, que dependem muito mais de fatores internos do que externos. O câmbio deve sofrer alterações, com a liquidez global desvalorizando o dólar, mas que deve ter um impulso com a possibilidade de aumento de juros do FED (banco central norte-americano)”, explicou. 

No campo doméstico, porém, o que pode balizar a volatilidade do câmbio é justamente o comportamento do mercado frente às eleições de outubro. “São muitas incertezas. Temos candidatos com agendas liberalizantes, que tendem a dar sequência na agenda de reformas iniciadas, e outros que tendem a acabar com elas”, disse, porém admitindo que “ainda não temos um quadro de concorrentes definidos”.  “O certo é que não podemos deixar que a figura do Salvador da Pátria ganhe força, até porque ele não existe. As pessoas precisam saber que o presidente governa com o Congresso. Mas acredito que, hoje, as chances sejam maiores para um governo que mantenha a agenda de reformas que vem dando certo”, concluiu Patrícia.

A iniciativa da Abicalçados, Assintecal e CICB teve o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq) e do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefato (IBTeC).  O Análise de Cenários faz parte da programação da Semana do Calçado, uma iniciativa do IBTeC e Sebrae que acontece dos dias 1º a 5 de outubro na sede do IBTeC, em Novo Hamburgo/RS. 

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