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A serialização foi tema do Seminário de Automação Logística, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) na manhã desta terça-feira (18), no auditório da ACI, em Novo Hamburgo/RS. Com o intuito de discorrer a respeito da importância da adoção da “cultura da automação” como ferramenta para a produtividade nas empresas, o evento contou com a presença de empresários e profissionais das áreas de suprimento e logística, planejamento e controle da produção e tecnologia da informação, que assistiram a palestras sobre o tema.

 

Dando início à programação, o consultor da Abicalçados, Igor Hoelscher, ministrou a palestra “3 Etapas para a Logística Integrada”, em que ressaltou como principal desafio para a indústria a integração da cadeia produtiva, para adquirir velocidade na logística, focando na obtenção de resultados como o aumento de produtividade na entrada, saída e movimentação de mercadorias, contagem de produção e minimização de erros operacionais. Hoelscher destacou que, na primeira etapa, chamada de identificação, é necessária a adoção de um padrão global de comunicação, através de codificações que viabilizam o método de serialização com um identificador inequívoco que serve para o mercado interno e externo. Após isso, vem a etapa de processos, em que ocorre a convergência automática do físico com o sistema. E, por fim, a troca eletrônica de dados, resultando em uma logística inteligente que permite a otimização do tempo e mão de obra operacional, trazendo uma economia de um terço do tempo ocupado com a metodologia tradicional, além de fornecer um gerenciamento da logística em tempo real para as empresas e a segurança de um controle automatizado, que elimina falhas humanas.

 

Para exemplificar a importância da automação e logística no setor calçadista, foi apresentado o case da Via Marte, indústria de calçados femininos de Nova Hartz/RS vencedora do Prêmio Direções Abicalçados na categoria Gestão Industrial. O gerente de Tecnologia da Informação da empresa, Ivair Kautzmann, informou que a empresa implantou, a partir de 2003, um sistema de otimização logística para redução de custos e qualificação dos controles internos, e enfatizou que, com a serialização, é possível fazer um acompanhamento de todo o processo de distribuição pelo meio virtual, que é atualizado em tempo real, destacando: “se a empresa tiver um sistema rígido de controle, não há abertura para o erro ou desprezo às regras. O ponto-chave é a comunicação, a convergência entre o físico e o virtual. Logística se ganha em escala e o sucesso se alcança com a adoção de padrões”. Fazendo uma analogia entre a “serialização e a fábrica 4.0”, o especialista ressaltou que conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas passam a operar através de redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor, e o setor como um todo se beneficia: “o que um elo da cadeia fez deve servir de exemplo para o próximo”.

 

O Seminário de Automação Logística é uma promoção da Abicalçados que tem a parceria da Fenac - Fimec 2018, Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI NH/CB/EV), Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos (IBTeC) e GS1 Brasil.

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) estará presente na Feira de Máquinas para Calçados, que ocorre de 25 a 27 de julho, em Franca/SP. A entidade leva para o polo de calçados masculinos o Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (SOLA).

 

De acordo com Igor Hoelscher, consultor da Abicalçados, a proposta é apresentar os benefícios do sistema, de maneira integrar a cadeia produtiva do calçado. “O SOLA possibilita a padronização de processos operacionais no que tange a identificação, processos e troca eletrônica de informação (EDI – Eletronic Data Interchange) na linguagem global padrão GS1, envolvendo identificação padrão por código de barras ou RFID, tanto para os produtos (GTIN - Global Trade Item Number) quanto para as unidades logísticas/volumes (SSCC - Serial Shipping Container Code), certificação do picking (separação de mercadorias) correto através de conferência eletrônica do conteúdo de cada volume, separação correta dos volumes versus nota fiscal e aviso de despacho para a coleta correta pelo transportador em cada fábrica”, destaca Hoelscher.

 

A Feira de Máquinas para Calçados ocorre das 17h às 21h, na Transportadora Amazonas e contará com inovações e soluções para o segmento calçadista, conforme destaca Vinícius Fonte, gestor de projetos da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq). A mostra é uma promoção da Abrameq, Sebrae e Painel Transportes e contará com a participação das empresas Eletrovalli, Erps, Exclusive, Injemaq, Mecsul, Morbach, Poppi, Pramel, Sulmáquinas, Sulpol e W.O.

18 Jul 2017

 

Em sintonia com as últimas tendências da moda, a Mariotta tem uma coleção incrível para aproveitar nos últimos dias da temporada fria. A coleção tem a camurça como carro-chefe, tendência que marca a temporada em botas, flats e sandálias.

O salto bicolor ganhou o coração das fashionistas e mistura elegância com um visual mais descontraído, dando um up na produção. O prateado se mantém em alta e a aposta continua no Oxford, estendendo-se ao loafer. A sapatilha metalizada tem um viés cool com aplicações de patches no formato de olho, boca e batom. 

18 Jul 2017

 

Os modelos da coleção primavera/verão 2018 da Cristófoli batizada de Dialogue têm influência de quatro referências criativas bem distintas, mas que se relacionam entre si, compartilhando elementos umas com as outras. A proposta da coleção é reforçar a importância do diálogo, pois é através dele que é possível evoluir e expandir o conhecimento. “Assimilar novas ideias é fundamental para oxigenarmos nosso cérebro e nos desenvolvermos melhor”, afirma o diretor criativo da marca, Danilo Cristófoli.

O Romantismo Vintage traz elementos dos anos 40 e 50, ultrafemininos e delicados, aposta nos tons pastel, em laços e em pedrarias muito refinadas. Já a referência Summer Minimal aposta no minimalismo e sua mistura com o esportivo, criando modelos com solados confortáveis, sandálias limpas e elegantes, flatforms com tiras largas e muitos tons de azul. A linha Pop Oitentista, por sua vez, tem como destaque as meias patas poderosas e tons de pink com metais reluzentes, além de couros metalizados com efeito craquelê. Por último, a influência African Party enfatiza motivos étnicos em ráfias aplicadas a saltos e meias patas, cores primárias muito fortes e mix de couros em tons de preto e vermelho, em modelos de salto médio.

Ecletismo em pauta
A coleção foi pensada justamente no ecletismo da mulher contemporânea, que é bombardeada por milhares de referências de estilo todos os dias pelas redes sociais. A vontade de ter diferentes estilos de vestir faz com que ela busque elementos mais palpáveis para criar composições que ela vê na tela do smartphone. “Oferecer a possibilidade dessa mulher poder ser quem ela quiser, com a ajuda de um sapato ou uma bolsa é uma de nossas missões, vindo sempre lado a lado com o conforto, a beleza e a praticidade”, comenta Danilo. “Sapato não é acessório, é item fundamental na construção de um visual. Ele ajuda a transmitir uma mensagem ao expectador, informando sobre a personalidade de quem o usar”, completa.

 

A marca americana de artigos de couro, vestuário e acessórios Coach anunciou a compra de 2,4 bilhões de dólares (2,2 bilhões de euros) da marca compatriota Kate Spade. Uma operação que estrategicamente continuará em seu crescimento e expandirá o seu público para os consumidores mais jovens. “A Kate Spade é uma marca que conseguiu se destacar e que tira proveito de um posicionamento realmente único, com uma gama ampla de produtos lifestyle, bem como de uma boa reputação entre os consumidores, especialmente entre os millennials”, diz Victor Luis, o CEO de Coach.

 

A terceira participação brasileira na Colombiamoda, feira que acontece durante a Semana de Moda de Medellin, na Colômbia, terá 12 marcas brasileiras presentes: Amazonas, Itapuã, New Face Original, Itsandal, Pampili, Beira Rio Conforto, Moleca, Vizzano, Molekinha, Modare Ultraconforto, Molekinho e Cristófoli. A participação nacional na mostra, realizada entre 25 e 27 de julho, em Medellin, é viabilizada por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Na feira do ano passado foram gerados US$ 545 mil in loco, 25% mais do que na mostra de 2015, o que demonstra uma evolução do calçado verde-amarelo no circuito da alta moda colombiana. Para este ano, segundo a coordenadora de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, a expectativa é de incremento nos negócios. “O mercado colombiano compra muito produto de verão, que é justamente o que será lançado na Colombiamoda”, comenta.

Em 2016, os colombianos importaram 9,3 milhões de pares de calçados brasileiros, 16,5% mais do que em 2015. Atualmente a Colômbia é o quarto maior mercado para o produto nacional.
 
Informação
No dia que antecede a feira, 24, serão realizadas as ações Photocall, de relacionamento com a imprensa local, e um seminário preparatório para as marcas atingirem melhores resultados na mostra e no mercado colombiano em geral. Os eventos têm início às 9h30 no Estudio 36 grados, em Medellin.

A Colombiamoda acontece na Plaza Mayor, em Medellin, e deve atrair mais de 23 mil visitantes, quase 90% deles colombianos e os demais de outros 35 países. No ano passado, a feira gerou mais de U$ 400 milhões para cerca de 600 marcas expositoras.

Sobre o Brazilian Footwear:
Brazilian Footwear é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a Apex-Brasil. Este programa tem por objetivo aumentar as exportações de marcas brasileiras de calçados através de ações de desenvolvimento, promoção comercial e de imagem voltadas ao mercado internacional.
 
Sobre a Apex-Brasil:
A Apex-Brasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência apoia cerca de 11.000 empresas em 80 setores da economia brasileira, que por sua vez exportam para mais de 200 mercados. A Apex-Brasil também desempenha um papel fundamental na atração de investimento estrangeiro direto para o Brasil, trabalhando para identificar oportunidades de negócios, promovendo eventos estratégicos e dando apoio aos investidores estrangeiros interessados em alocar recursos no Brasil.

 

O mercado de trabalho formal do comércio atacadista paulista registrou resultados positivos pelo segundo mês consecutivo. Em maio, foram criados 133 empregos formais, resultado de 14.210 admissões e 14.077 desligamentos. Foi o primeiro saldo positivo para o mês de maio desde 2014, quando foram criados 234 postos de trabalho. 

Com isso, o atacado paulista encerrou o mês com 491.854 trabalhadores ativos, uma leve queda de 0,2% na comparação com o mesmo mês de 2016 - a retração mais amena do mercado de trabalho do atacado paulista na comparação interanual desde abril de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses, houve a eliminação de 958 empregos, ante os 19.992 perdidos no mesmo período de 2016.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista. As informações mostram o nível de emprego do comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividade. A FecomercioSP passou a acompanhar tais dados em fevereiro de 2016.

Das dez atividades pesquisadas em maio, cinco apresentaram redução no estoque de emprego na comparação com o mesmo mês de 2016, com destaque para materiais de construção, madeira e ferramentas (-2,9%); eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-2,5%); e máquinas de uso comercial e industrial (-1,7%).

Em contrapartida, os segmentos que apresentaram os melhores desempenhos na mesma base comparativa foram produtos farmacêuticos e higiene pessoal (2,7%); alimentos e bebidas (0,7%); e tecidos, vestuário e calçados (0,4%).
Entre as 16 regiões analisadas pela pesquisa, metade delas abriu vagas em maio, com destaque para Campinas (147 vagas), capital (145) e Araraquara (83). Já os piores desempenhos do mercado de trabalho foram observados nas regiões do ABCD (-168 vagas), de Taubaté (-84) e do Litoral (-50).

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, há uma clara estabilização do estoque de empregos do setor, o que deve ser considerado como uma boa notícia, uma vez que houve significativa redução de postos de trabalho com carteira assinada em 2015 e 2016.

A estabilização do mercado de trabalho notada em maio, segundo a Federação, é resultado de uma ligeira melhora das vendas do principal mercado consumidor do comércio atacadista, o varejo. Números do primeiro trimestre do faturamento bruto corrente do setor varejista paulista mostram, mesmo que em relação a uma base fraca de comparação, há reação da receita de vendas. 

Se há tendência de reação das vendas do varejo, há também mesma tendência no atacado. Essa realidade, segundo a FecomercioSP, aliada ao enxugamento recente do quadro funcional desse setor garante um nível mais constante da empregabilidade.

Atacado paulistano
O comércio atacadista da cidade de São Paulo criou 145 empregos em maio, resultado de 5.372 admissões contra 5.227 desligamentos. Com isso, a ocupação formal atingiu 205.487 empregados. O saldo acumulado dos 12 meses ficou positivo em 656 empregos, o que levou a um crescimento de 0,3% no estoque total de trabalhadores na comparação com maio de 2016. É a primeira vez desde fevereiro de 2015 que o setor registra aumento no número de trabalhadores nessa base de comparação.

Entre as dez atividades analisadas, cinco apresentaram saldo positivo de empregos em maio, com destaque para os segmentos de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (112 vagas); e alimentos e bebidas (82). Em contrapartida, os maiores saldos negativos do mês foram encontrados nas atividades atacadistas de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-47 vagas); e material de construção, madeira e ferramentas (-44).

Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 156 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista - e quase 10% do PIB brasileiro -, gerando em torno de 10 milhões de empregos.

 

No que depender dos calçados, bolsas e cintos da Verofatto (Parobé/RS), a próxima temporada de primavera-verão será sofisticada e leve. A coleção da grife tem slides, sneackers, plataformas, sandálias e mules como grandes apostas, muito bem acompanhados por bolsas e cintos cuidadosamente elaborados para manter o mesmo fio condutor da coleção.

No clima da estação, as peças são delicadamente complementadas por flores e folhas, brilhos e metalizados, além de elaborados vazados em laser, laços e babados, seguindo as tendências da cena fashion internacional. Na paleta de cores, fúcsia, pitanga, fisalis e acqua dão o ar veranil, enquanto verde, quartzo e branco dão um toque de suavidade. Nude, cognac, tan, navy, tomate e preto seguem como clássicos.

 

Um importador da Líbia comprou de 30 mil a 40 mil pares de calçados durante a Francal, informa a Agência de Notícias Brasil-Árabe. Mohamed Swayeb é representante de compras da empresa Schuhmacher Medtech, que distribui os produtos e mantém a rede de lojas Al Khaleej. O importador esteve no dia 5 de julho na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (foto), que foi parceira da organização da Francal no convite e atendimento aos empresários árabes na feira. 

Swayeb compra calçados do Brasil há cerca de um ano. A empresa tem dez lojas na Líbia, uma no Egito e uma na Alemanha. Ela também atua com distribuição. O líbio conta que estava na Itália, em 2007, quando se deparou com as palavras “made in Brazil” em um calçado. De lá mesmo pegou um avião para o Brasil atrás de calçados. Sem conhecer o País e sua indústria, acabou encontrando ajuda de William Atui, parceiro de negócios do seu irmão. À reportagem da ANBA, ele destacou no calçado brasileiro o conforto e a entrega perfeita. “Os nossos clientes gostam muito do produto do Brasil”, diz Swayeb.

O importador compra e comercializa calçados masculinos, femininos e infantis. Ele distribui 500 contêineres por ano, entre o que vai para as lojas e para terceiros. Swayeb fez uma avaliação positiva da Francal, disse que comprou principalmente calçados para o verão, bastante usados na Líbia, mas também modelos para o frio.

Ghaddar, de Omã, também ficou bem impressionado com a feira e sua organização. Ele disse que nela encontrou as melhores empresas de calçados do Brasil. “A equipe da Francal é muito amigável, como uma família, eu virei de novo, para todas as feiras Francal”, afirmou, agradecendo também o apoio da Câmara Árabe. O empresário, que não conhecia a produção brasileira de calçados, resolveu participar da mostra após convite da entidade.

A Câmara Árabe e a Francal foram parceiras no convite aos árabes. A Câmara Árabe manteve um espaço dentro do International Lounge na Francal e deu auxílio para que os importadores árabes encontrassem fornecedores para suas demandas. Maurício Borges destacou a parceria. “A participação foi promissora, gerou resultados positivos para as empresas brasileiras participantes da feira. Com a parceira também foi possível gerar negócios para empresários árabes que nunca tinham pensado em vir ao Brasil”, afirmou Borges, citando o caso da Shoe Palace.

Na feira, pela Câmara Árabe prestaram assessoria aos importadores árabes o assistente de Inteligência de Mercado, Mohamed Hassanein Aly, e o assessor comercial João Bianchini. Diretores da entidade como Atui, Abdouni Neto e Mohamad Orra Mourad também estiveram na mostra e conversaram com os importadores. Além de empresas de Omã e da Líbia, a Francal recebeu importadores árabes de outros países, como Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita.

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) promove, a partir das 8:10h do próximo dia 18 de julho, o Seminário de Automação Logística. Realizado no auditório da ACI, em Novo Hamburgo/RS, o evento tem o objetivo de discutir a importância da adoção da “cultura da automação” como ferramenta estratégica nas empresas. 

Para ilustrar a importância da serialização na automação logística, o case escolhido foi o da Via Marte. Indústria de calçados femininos de Nova Hartz/RS, a empresa possui quatro décadas de atuação e sempre teve como foco a questão da produtividade, sendo que a partir de 2003 implantou um sistema de otimização logística para redução de custos e qualificação dos controles internos. O gerente de Tecnologia da Informação da empresa, Ivair Kautzmann, que será um dos palestrantes do evento, destaca que a partir daquele ano a empresa passou a atuar no GOL - Grupo de Otimização Logística - em parceria com a Abicalçados, iniciativa que daria origem ao Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (SOLA). 

Prêmio
Em 2015, a Via Marte recebeu o Prêmio Direções Abicalçados na categoria Gestão Industrial com o case que será apresentado na palestra de Kautzmann. O gerente conta que o projeto envolveu identificação padrão tanto para o produto (GTIN) como para a unidade logística (SSCC), o que gera, até hoje, uma economia anual de cerca de R$ 500 mil. Segundo ele, o investimento inicial, com hardware - scanners industriais e computadores, já que a empresa possui seu próprio software -, ficou na faixa de R$ 60 mil, devido ao porte da empresa, que tem uma produção média de 30 mil pares diários. “Com a adoção do sistema, conseguimos uma total rastreabilidade de mercadoria, assim mitigando problemas como sinistros, perdas e pirataria, e acima de tudo melhorar a organização interna e a nossa produtividade”, comenta o gerente, acrescentando que também foi possível reduzir custos com erros e retrabalho. “Antes de adotarmos o processo existia uma margem de erro entre 3,5% e 4,5% em volumes que saiam da empresa, isso significava custos elevados”, comenta. 

Tema de casa 
Kautzmann ressalta que o empresário não pode ver a questão logística como estratégia de concorrência. “Nesse processo, ganhamos mais se tivermos escala, a automação de todos os elos da cadeia, do fornecedor ao varejo”, explica. 

Segundo o gestor, a empresa, com a adoção do processo, fez a “lição de casa”, melhorando a produtividade, reduzindo custos, aumentando a agilidade e a organização interna do trabalho. Por outro lado, segundo ele, como muitos dos fornecedores e prestadores de serviços ainda não utilizam o sistema de padrão global GS1 (usado pela empresa), não é possível acabar com os erros externos, recorrentes durante o processo de logística. Ou seja, consegue-se saber quem errou, por meio da rastreabilidade, mas não prevenir o erro por causa da falta de engajamento dos demais players. “Hoje, duas das nossas sete transportadoras utilizam o sistema. O número passa para 50% no fornecimento de materiais e de zero no varejo”, lamenta. “É preciso um maior entendimento da importância da questão para todos os elos da cadeia”, conclui. 

Evento
O Seminário de Automação Logística é uma promoção da Abicalçados que tem a parceria da Fenac - Fimec 2018, Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI NH/CB/EV), Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos (IBTeC) e GS1 Brasil. Gratuito e com vagas limitadas, o evento inscreve no link http://bit.ly/2u86HU3.


Programação
Seminário de Automação Logística
08:10 - 08:30 Recepção
08:30 - 09:30 Palestra: 3 Etapas para a Logística Integrada
09:30 - 10:00 Coffee Break e Networking.
10:00 - 11:00 Palestra: Serialização na Indústria Calçadista - Case Via Marte.
Local: ACI Novo Hamburgo, 3º Andar - Rua Joaquim Pedro Soares, 540
Inscrições gratuitas:  http://bit.ly/2u86HU3.
Transmissão ao vivo: https://youtu.be/X2yi1_qk4o8.

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