12 May 2017

Abicalçados participa de encontro com secretários de polos calçadistas gaúchos

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) participou ontem, dia 10, de encontro com secretários de Desenvolvimento Econômico de 10 municípios dos vales do Sinos e Paranhana, dois dos principais polos calçadistas brasileiros sediados no Rio Grande do Sul. O encontro foi promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS), no auditório da Fenac, em Novo Hamburgo/RS. 

Na oportunidade, o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, apresentou os números do setor calçadista mundial e brasileiro, destacando o potencial das regiões dos vales do Sinos e Paranhana. Segundo o dirigente, apenas dois continentes respondem por quase a totalidade dos calçados produzidos no mundo (22 bilhões de pares), a Ásia e a América do Sul, sendo que o primeiro respondeu pela produção de quase 17 bilhões de pares no ano passado e o segundo por 1,3 bilhão. Desses 1,3 bilhão de pares produzidos, o Brasil respondeu por 944 milhões, sendo o principal produtor do continente. “Desse total produzido pelo País, o Rio Grande do Sul, especialmente os polos calçadistas aqui representados, responderam por quase 20% da produção. O Estado fica atrás, em volume produzido, apenas do Ceará, que tem uma produção mais voltada para sandálias praianas e injetados”, explicou. 

Klein ressalta, ainda, que as regiões dos vales do Sinos e Paranhana possuem uma vocação para a produção de calçados, tendo, num raio de 80 km, “todo o necessário para a confecção de sapatos”. Para o dirigente, com o aumento de custos de produção na China, se abre uma porta de oportunidades para o desenvolvimento do cluster gaúcho. “Ao mesmo tempo em que a China diminui a sua produção e exportação de calçados, por uma pressão relativa a custos produtivos, aumenta o seu consumo interno por esses produtos”, ressaltando o executivo, acrescentando o potencial exportador do Rio Grande do Sul, que responde por cerca de 45% do total de valores gerados pelos embarques nacionais de calçados. 

Provocação
Listando uma série de forças do setor calçadista nacional (reconhecimento nacional e internacional; existência de cluster completo; flexibilidade de produção; capacidade produtiva instalada; e know-how produtivo), Klein destacou o potencial do segmento. Porém, para aproveitar plenamente essas vantagens competitivas, é preciso investir em um novo modelo de indústria, que traga os conceitos de manufatura avançada ligados à Indústria 4.0. “Hoje temos fábricas que são exemplos desse tipo de produção, por isso mais competitivas, mas ainda são minoria”, concluiu. Segundo ele, eventos como o promovido pelo Sebrae são fundamentais para que se criem bases para o desenvolvimento desse novo modelo industrial.

Ações conjuntas
Na segunda parte do encontro, após apresentação de ações do Sebrae para o desenvolvimento do setor calçadista, realizadas pelos gestores da entidade Maico Fernandes e Carolina Rostirolla, os secretários de Desenvolvimento Econômico dos municípios de Três Coroas, Estância Velha, Campo Bom, Igrejinha, Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Araricá, Nova Hartz, Parobé e Sapiranga foram reunidos em três grupos para discutir ações que já existem e que podem ser realizadas em prol do desenvolvimento setorial. Na ocasião foram listados os incentivos municipais já existentes e outros que podem ser viabilizados para a manutenção e geração de novos postos, com um modelo produtivo mais moderno e eficiente. 

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Novo Hamburgo, Paraskevi Bessa-Rodrigues, destacou a relevância da iniciativa do Sebrae, de trazer os secretários dos principais municípios produtores de calçados do Rio Grande do Sul para debater políticas públicas para a competitividade setorial. “Precisamos de mecanismos para atualizar o modelo produtivo, com a incorporação de novas tecnologias. Como gestora, me preocupa o fato de que 47% das pessoas empregadas na cidade trabalhem com o setor”, comentou. 

O gerente regional dos vales do Sinos, Cai e Paranhana do Sebrae gaúcho, Marco Aurélio Copetti, encerrou o encontro exaltando o sucesso da iniciativa. “Aqui está a inteligência política que vai desenvolver o setor nos próximos anos”, concluiu. 

Participou do encontro também o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Evandro Fontana. Durante o exercício os gestores presentes receberam questionários que levantaram subsídios para novas ações em parceria com o Sebrae regional. 

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