16 Nov 2016

Abicalçados participa de encontro com presidente Temer

Com o objetivo de frisar a importância do setor calçadista para a economia nacional, uma comitiva da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) liderada pelos seus presidentes do Conselho e Executivo, Rosnei Alfredo e Heitor Klein, e  composta por empresários dos principais polos calçadistas brasileiros, foi ao encontro do presidente Michel Temer na tarde de ontem, dia 8. No Palácio do Planalto, em Brasília, Klein, também entregou pares de calçados para o líder do executivo federal, estendendo com presentes para a sua esposa, Marcela Temer, e o filho do casal, Michelzinho.

Segundo Klein, a reunião foi produtiva. “Na oportunidade, destacamos que o setor calçadista brasileiro, composto por quase oito mil empresas que geram diretamente mais de 300 mil postos, fora os indiretos no varejo, pode dar uma resposta rápida e ajudar o Brasil na saída para a crise econômica”, ressaltou o dirigente, acrescentando que, para isso, é preciso ter condições melhores de competitividade no mercado interno e no exterior. O presidente Temer agradeceu a visita e ressaltou que dará as condições possíveis para uma recuperação rápida não somente do setor calçadista, mas da indústria em geral. “Fico feliz com a visita da Abicalçados e com a apresentação de números e condições que dão a segurança de que é um segmento que tem potencial de reação”, afirmou Temer.

Calçado chinês

No final do encontro, o executivo da Abicalçados fez a entrega de pares de calçados para o presidente da República e a sua família, relembrando o caso que teve grande repercussão na imprensa nacional em setembro passado, quando o líder do executivo, em viagem a China para reunião do G20, precisou comprar um par no mercado local. “Houve uma repercussão muito grande na época, no meu ponto de vista exagerada. O caso não gerou mal-estar algum, até porque é a coisa mais normal do mundo. Eu quando viajo para o exterior não costumo comprar sapatos, mas o presidente disse que precisou de um par devido a uma emergência", comentou Klein.

A polêmica se deu, principalmente, porque a China é considerada uma concorrente voraz dos calçados brasileiros, tanto no mercado interno, pelas importações, como no exterior, já que quase 70% das exportações de calçados no mundo são feitas pelo país asiático.

Como forma de proteção no mercado doméstico, desde 2009 é aplicada uma sobretaxa de antidumping contra o produto chinês, o que fez as importações daquele país caírem de mais de US$ 200 milhões por ano para US$ 46 milhões, em 2015. Renovada em março passado, a sobretaxa por par importado da China está em US$ 10,22.

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